os poemas dele* I
poema 33 - acordamos ao som das luzes
Acordamos ao som das luzes coloridas
na manhã que sempre chega tarde
para quem espera o dealbar do dia pleno.
Somos o boi paciente pachorrento
que rumina a fresquidão da erva
o hálito do vento limpo das origens.
No decurso das horas esperamos o limite
da nossa inocência ainda desprovida
para a leitura de arabescos gizados na pedra
prestes a reclamar o sentido duma recta.
* Vieira Calado
Comentários
Não disse nada neste blog, pela simples razão
de que o livro não estará nas bancas portuguesas.
Fica no Brasil...
Tem medo das viagens de barco, ou avião...
tal como o autor...
Estive hoje com a Maria, por telefone, e soube por ela a ausência do autor.
Grande coincidência ser lá em Sampa, justamente onde eu morava... conheço bem Jabaquara. Até marquei de ir ao proximo sarau.
Boa sorte Poeta Calado, O Brasil recebe tua obra com carinho, Deus abençoi ao evento e a todos que o dispuseram a fazê-lo.
se os apelos do outro lado continuarem tão veementes, como poderá ele resistir.
você acha que se eu me meter
numa dessas asas delta, aí pelas 6 da tarde,
ainda vou a horas de aterrar em Jabaquara,
antes do início da sessão?
Descontando o fuso horário...
já se vê...
não está publicado, mas eu já tinha dito: a nave do efe leva-te, Vieira Calado, no tempo de um raio de luz...
Bora!