A.PEDRO CORREIA
nota-se uma grande democratização da arte. há mui
trabalha vários materiais e o que procura é resolver o problema estético que lhe é colocado a cada momento pelo material que tem na sua frente. as consequências que daí possam resultar após esse momento, quer a sua projecção quer as possibilidades de vir a ser considerada um enriquecimento da cultura social, já está fora das preocupações do artista e para lá das suas possibilidades.
Lagos tem uns trinta artistas trabalhando com regularidade, na Mala aparecem muitos mais mas nem todos têm actividade continuada. é um número significativo e que pela qualidade atingida deveria ser tomado em conta e que poderia ser explorado em termos de promoção da cidade, criando uma imagem cultural e trazendo até retorno económico para os artistas.
bastava que de cada edição da Mala fosse selecionado, por um júri algarvio, um certo número de obras que faria itinerância pelas galerias municipais. isso só pode ser conseguido a nível dos poderes autárquicos.
a arte é uma necessidade. mesmo fisicamente, quando estou a trabalhar, até o corpo tem outra vida.
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