
SAINETE, eu sei, eu sei, é o seu pequeno teatro.
mete-me muita impressão a primeira peça ( de doze, todas autónomas e mudas ), aquela em que um homem é salvo por um peixe que, depois como paga, é comido. reconheço que é assim na vida.
já a minha mulher tem outra interpretação: o peixe, que salvou o homem por duas vezes - a primeira de morrer afogado a segunda de morrer de fome - sacrificou-se porque sabia que estava em presença de um homem capaz de ajudar a humanidade a ultrapassar-se num sentido supra-humano, isto é, perder os seus traços humanos.
o meu ajudante de campo, que como militar já andou de armas nas mãos, e que como todo o militar de carreira envelhece como pacifista - agora trá-las atrás das costas - também partilha esta visão.
mas é para lhe dizer que não poderei assistir a qualquer das duas actuações que vai realizar no centro cultural de lagos, esta 6ª feira dia 20, e sábado 28, ambas às 18h30, pois já tenho compromissos inadiáveis, um deles uma possível caracolada com amigos.
mas como sei que a sua exposição vai ser prolongada por um mês, penso que o meu amigo, voluntarioso e dedicado à causa pública como é, não deixará de deliciar as pessoas com mais apresentações do seu magnifico trabalho. quem sabe, talvez possa aparecer.
Comentários
;)
estás a ver Maria de Fátima: algarvio que se preza não adia caracolada com os amigos. e ainda por cima sine die. estás desculpada, és mais africana que algarvia.
e...
o adiamento nem foi sine die, e foi por força maior
;p