O FIGO
......... FIGOS :: LAMPOS ....................................................................................................... Aí está a época do figo! O figo! Esse, assim chamado fruto, filho da Ficus Carica , da família nobre das Moraceae . Na verdade, em termos botânicos, o figo é um receptáculo de flores, não propriamente um fruto, a que dão o nome de síncone. Dizem que já na Idade da Pedra eram apreciados e cultivados por cá, embora sejam originários da Mesopotâmia, Pérsia e zonas arábicas voltadas para o Mediterrâneo. A figueira, nesses tempos, era considerada uma árvore sagrada, talvez porque foi com folhas de figueira (abundantes na região), que Adão e Eva tapavam as suas vergonhas!... Eurico Veríssimo, um grande escritor brasileiro, comenta, a este respeito, que a fruta do Paraíso tinha de ser o figo, não a maçã, e que ao desobedecer a Deus, os fundadores da Humanidade, perderam o paraíso, mas ganharam a mortalidade e o sexo, e inauguraram a indústria do vestuário! Na reali...
Comentários
era para o post anterior mas se não te importas ponho no teu mais um episódio de
mistérios do centro histórico
estou de costas para a entrada principal dos antigos correios, hoje de uma loja chinesa, mas fora de serviço. à esquerda tenho uma palmeira com ares de moribunda à direita a loja do santana e na esquina logo em frente, anónima mulher que vende pevides e grão torrado. aguardo que a miuda de sandálias e soquetes brancos ponha os grãos no bolso do bibe da escola, saia pela direita e avanço. os grãos devem ser postos de molho uma noite e depois é que vão ao forno. seguindo pelo passeio em direção ao cimo da rua, tenho à minha direita a casa dos capabranca, alcunha imagino que oriunda do nome do célebre campeão espanhol de xadrez capablanca, em fente à casa deles fica o zé bassora e, na esquina seguinte, corre transversal a rua da oliveira. é nessa esquina a casa ardida (sms : "caça ardida" eliminar como pista óbvio erro nosso agente) e terá sido aí que morou, depois de reconstruida, a fátima? soube a tua mãe do incêndio? pensava que a taberna do pincarilho era lá para os lados do calado. foi no passeio em frente que um escarado estendido no chão serviu para desarmar a defensiva mental de um chinês morto, em circunstâncias que nenhum inquérito se esforçou em apurar, no incêndio que consumiria o interior do referido prédio. não acredito que fosse o escarado o romeu pacote, ele tinha a sua dignidade e nunca aceitaria em fazer de bêbado relaxado rebolando-se na valeta. cheguei à conclusão que o chinês teria vindo para preparar a instalação da loja e que se enganara de esquina. tratou-se pois de um episódio da escaramuça comercial e civilizacional que por essa época trocava os seus primeiros obuses. o que, nada tendo a ver com os nossos objectivos, pode ser também eliminada como pista. para ilustrar o clima que se vivia em finais de 2010 deixo duas declarações: uma do presidente da república no centro cultural com um sorriso de simpatia " a china é uma grande civilização milenar", e a de um experimentado empreendedor tradicional e habitual "mamámos em áfrica na europa e no brasil, na china e onde houver o ouro vil, mamaremos (cantado ao estilo de ópera bufa).
perdemos duas pistas, mas porque falsas - quem sabe se insidiosamenre forjadas - representa um avanço. posso assim concentrar-me apenas na incongruência detetada na geometria da calçada e na varanda do primeiro andar da palinova. (respondo afirmativo ordem observar figueira praia da luz. conjugarei assistência arteburguer exposição poeta vieira calado. seguirá relatório circunstanciado).
ainda nem cheguei a ter certeza que é a casa que. ah! agora lembro-me, sim! é outra esquina
mas á para dizer apenas: grãos torrados na areia e não no forno
Estou cansada!
Para o que me deu!
Perdi-me na esquina ali em cima e acabei por não saber por onde andava.
Vou comprar um GPS inteligente para me orientar no caminho, depois venho fazer-lhes um comentário bonito como merecem.
Que grande burra eu sou!
Pois se está tudo escrito e descrito caminho bem indicado mas sem GPS não vou lá ter.
Volto se me deixarem...