O FIGO
......... FIGOS :: LAMPOS ....................................................................................................... Aí está a época do figo! O figo! Esse, assim chamado fruto, filho da Ficus Carica , da família nobre das Moraceae . Na verdade, em termos botânicos, o figo é um receptáculo de flores, não propriamente um fruto, a que dão o nome de síncone. Dizem que já na Idade da Pedra eram apreciados e cultivados por cá, embora sejam originários da Mesopotâmia, Pérsia e zonas arábicas voltadas para o Mediterrâneo. A figueira, nesses tempos, era considerada uma árvore sagrada, talvez porque foi com folhas de figueira (abundantes na região), que Adão e Eva tapavam as suas vergonhas!... Eurico Veríssimo, um grande escritor brasileiro, comenta, a este respeito, que a fruta do Paraíso tinha de ser o figo, não a maçã, e que ao desobedecer a Deus, os fundadores da Humanidade, perderam o paraíso, mas ganharam a mortalidade e o sexo, e inauguraram a indústria do vestuário! Na reali...
Comentários
Não deixa de ser interessante a grande visibilidade que o artista deu à Mexilhoeira e a Ferragudo, para além de Vila Nova, sem assinalar Odiáxere e Alvôr.
Vendo a reprodução sem ampliar, não me tinha apercebido que o artista representara expressamente Alvôr.
Mas, é claro, a memória atraiçoou-o, porque Alvôr não mudou de poiso tanto assim.
A ser a Mexilhoeira a terreola representada, também a memória o teria atraiçoado. Ela ficaria na outra margem da ribeira de Arão. Porque as duas ribeiras que desaguam na ria de Alvôr, agora como há 400 anos, são as de Odiáxere e a de Arão.
Quanto à ribeira de Bensafrim. Tenho algumas dúvidas de que uma foz tão larga, na zona do Molião, se devesse apenas a essa ribeira.
Os terrenos ocupados pela estação dos Caminhos de Ferro eram então salgados (recordo que nesses terrenos se jogou à bola durante uns anos, pelos anos 50, num campo designado por Salésias, quando o Esperança de Lagos passou a cobrar aluguer pelo campo do Rossio da Trindade aos restantes clubes da terra), pelo que a foz da ribeira deve ter sido bastante ampla.
Não será de descartar que dos morros que ladeiam o Chinicato possa ter corrido ribeira ou riacho que findasse na ribeira de Bensafrim.
De qualquer modo, pela falta de fidelidade, parece fraco o artista. Julgo que terá gozado fama, quem sabe se merecida como cartógrafo ou topógrafo, mas seu mérito terá sido o pioneirismo.
De qualquer modo, nos cursos de água talvez não se tenha enganado assim tanto. E se a Lagos chegavam dois...
Ria de Lagos: Lagos
Dista la çiudad de Lagos del cauo de San Viçente siete leguas al poniente, como por menor queda dicho.
Es esta çiudad la prinçipal deste reyno.
Está situada junto a la plaia de su puerto que queda mirando a la parto del leuante.
Es toda çercada con muy fuertes muros y adornada de ermosos ydifiçios.
Asiste en ella el gouernador del reyno y su obispo.
El puerto no es, por set plaia, de muncho fondo y así no asisten en ella nauíos de muncho porte.
De Lagos a Portimão
Desta çiudad y su puerto adelante continúa la costa toda de arena.
Vna legua se entra en el mar vn río donde está vna villa que llaman Aluor.
De la barra deste río sale la tierra de la parte del leuante y aze dentro en el mar vna punta.
En lo alto della está vna ermita de Santa Catalina.
En este mar se pescan munchos atunes.
Buelta esta punta de la parte del leuante della se entra en la barra de Villanueba de Portimán.
Rio Arade: Portimão
Es la uilla de Villanueba de Portimán la mejor de todas las desta costa, así por su buena poblaçión como por ser el puerto el más seguro y capaz de toda ella.
Su barra es la de más fondo de las desta costa.
Éntrase en ella por quatro braças y dentro tiene trez.
Y dan en el puerto los nauíos en sinco de fondo.
Es toda esta villa çercada de buenos muros.
Y de la parte del río, enfrente del puerto y villa, está vn lugar que llaman Ferrudo.
Y de la misma / parte del leuante, en la barra en vn alto, está vna ermita que llaman Nuestra Señora la Blanca.
fonte:
http://arkeotavira.com/Mapas/Texeira/
e
http://imprompto.blogspot.com/2008/06/portos-do-sul-em-1634.html
Pelo menos não havia beyão...