......... FIGOS :: LAMPOS ....................................................................................................... Aí está a época do figo! O figo! Esse, assim chamado fruto, filho da Ficus Carica , da família nobre das Moraceae . Na verdade, em termos botânicos, o figo é um receptáculo de flores, não propriamente um fruto, a que dão o nome de síncone. Dizem que já na Idade da Pedra eram apreciados e cultivados por cá, embora sejam originários da Mesopotâmia, Pérsia e zonas arábicas voltadas para o Mediterrâneo. A figueira, nesses tempos, era considerada uma árvore sagrada, talvez porque foi com folhas de figueira (abundantes na região), que Adão e Eva tapavam as suas vergonhas!... Eurico Veríssimo, um grande escritor brasileiro, comenta, a este respeito, que a fruta do Paraíso tinha de ser o figo, não a maçã, e que ao desobedecer a Deus, os fundadores da Humanidade, perderam o paraíso, mas ganharam a mortalidade e o sexo, e inauguraram a indústria do vestuário! Na reali...
Comentários
Porém, num deles, recentemente publicado em Lagos, a imagem foi obtida, sob licença, do exemplar da gravura (original?) existente no Arquivo Municipal de Lisboa.
Para melhor compreendermos a origem da gravura atentemos no que é dito na página 210 do Nº 27 da mesma revista, respeitando à proveniência desta gravura e de uma outra de Silves: “…o nosso desenho, copiado de um álbum, feito ao que parece no fins do século 17…”.
Este “feito ao que parece” com a fragilidade da certeza assim evidenciada bem como a tipologia do veleiro maior reproduzido na gravura – bordo corrido, forma dos dois estais – levam-me a duvidar que a gravura tenha sido executada antes de meados do século XVIII. Convém referir que, certamente, tratar-se-á de uma gravura feita “de memória”, quer a paisagem tenha sido vista pelo próprio artista quer transmitida por outrem. Os especialistas em gravuras saberão identificar, e localizar cronologicamente, a assinatura do autor “coelho”.
Aspecto interessante: a Ermida de S. Roque – canto direito inferior - edificada em 1490 e destruída pelo terramoto de 1755.
Felizmente ainda há quem tenha sensibilidade suficiente para preservar o que é mais antigo, para que mais tarde possa ser partilhado como é este caso.
Abraço.
sabe...
Um abraço
Apreciei bastante o comentário sobre as origens da gravura, que foi publicada também na revista Ocidente de 1889 pag. 189 e incluida na colecção Temos Idos - Algarve (48 reproduções) que adquiri num alfarrabista aqui do burgo.
Quem sabe, sabe ...
Abraço,
JFS
O meu agradecimento ao JMC pelo contributo.
Saúde.
Um abraço,
JFS