HAVANEZA

Quem os reconhece nesta imagem de ontem,
nesta transfiguração do tempo, neste lugar remoto?
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Em que acreditavam estes homens, quanta cisma
no rumor das suas vidas interinas, o temporal
de outras mesmas ideias à mesa duma tarde
que já é infinitamente noite para voltar
ao eterno comum das coisas simples de sempre?
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Que diriam da cidade de ontem, do país, do mundo,
quais seriam as suas convicções, a transfiguração
que adivinhavam no lugar limpo que habitavam?
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Como não entender a sua postura imperturbável,
nesta metamorfose do lugar, este tempo brando
feito de palavras lentas, gestos indefinidos
que nos traz a incerteza dum anoitecer sereno?
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Comentários
Claro que para cada tempo seu problema, leves talvez, mas existiam. Podemos assegurar que com menos corrupção, tão facilitadas por evolução tecnológica como a de nosso tempo, ou talvez não tão exposta pela mesma tecnologia.
Diga-me, cervejaria, tabacaria, por consignação? como???? hum tem papelaria rs rs; Hummm negócios diversificados!
Um abraço no coração querido V.C.
Esta fotografia é uma verdadeira pérola histórica!!!
Abraço.
Divino Afeto
Que seja bem-vindo o amor supremo
No coração mais puro dos devaneios
Amor bendito, sagrado e dos anseios
Irradiando n’alma um fervor extremo
Creio que esse doce mistério do amor
É a sublimação, e uma joia da alma
A emanação etérea, aquilo que salva
Que cura as feridas, e extingue a dor
Creio que todo amor, pueril e sereno
É o divino afeto, sacrossanto e ameno
Fecundado de Deus, desejo primordial
Emanação divina, sacrossanta, etérea
Que a alma alcança, por esta matéria
Desde o princípio substância imaterial
Um abraço.